Na noite do último sábado, a cidade de São Paulo foi palco de um evento que promete mudar para sempre a forma como consumimos entretenimento ao vivo. O ‘Festival Horizonte Virtual’, realizado no estádio do Morumbi, combinou apresentações de músicos renomados com experiências em realidade aumentada, criando um espetáculo híbrido que mesclou o físico e o digital.
Headliners como Anitta, Ludmilla e o DJ Alok dividiram o palco com hologramas de artistas internacionais, como a cantora Billie Eilish, que apareceu em tamanho gigante, interagindo com o público por meio de telas de LED de última geração. A tecnologia permitiu que fãs de diferentes países participassem simultaneamente através de seus smartphones, gerando uma audiência global estimada em 50 milhões de pessoas.
A organização do evento, em parceria com a empresa de tecnologia Meta, desenvolveu um aplicativo exclusivo que permitia aos usuários escolherem ângulos de câmera, interagir com avatares de outros espectadores e até mesmo ‘subir ao palco’ virtualmente. Segundo os organizadores, a venda de ingressos digitais superou as expectativas, com mais de 2 milhões de unidades comercializadas para acesso remoto.
Especialistas em cultura digital acreditam que esse formato veio para ficar. ‘Estamos diante de uma nova era para o entretenimento, onde a experiência presencial e a virtual não são mais concorrentes, mas complementares’, afirmou a socióloga Marina Castro, presente no evento. ‘Isso democratiza o acesso à cultura, alcançando pessoas que antes não tinham condições de viajar para ver seus ídolos de perto.’
Apesar do sucesso, houve críticas sobre a dependência tecnológica e a exclusão digital de parte da população. Organizações sociais apontaram que o preço dos dispositivos de realidade virtual ainda é inacessível para muitos brasileiros. Em resposta, a Meta anunciou a distribuição de 10 mil óculos de VR em escolas públicas de São Paulo, como parte de um projeto de inclusão digital.
O Festival Horizonte Virtual encerrou com uma apresentação conjunta de todos os artistas, tanto físicos quanto holográficos, em uma canção inédita que já está disponível nas plataformas de streaming. O evento deixa um legado: a prova de que o entretenimento pode quebrar barreiras geográficas e tecnológicas, unindo pessoas em torno da música.
