Em 2026, a linha entre shows ao vivo e jogos eletrônicos se torna cada vez mais tênue. O recente festival virtual “Sound of the Arena”, organizado pela desenvolvedora de jogos Riot Games em parceria com o cantor The Weeknd, atraiu mais de 15 milhões de espectadores simultâneos, marcando um novo recorde para eventos híbridos de entretenimento. O espetáculo combinou apresentações musicais com elementos interativos de jogos, permitindo que os participantes controlassem avatares e efeitos visuais em tempo real.
Especialistas apontam que essa tendência é impulsionada pela geração Z, que busca experiências imersivas e participativas. “Não se trata mais de apenas assistir; as pessoas querem fazer parte da ação”, afirma a analista de mídia digital Clara Nunes. Grandes players como o festival Tomorrowland e a plataforma Fortnite já adotaram modelos semelhantes, oferecendo desde shows de realidade virtual até competições de dança dentro dos jogos.
No Brasil, o fenômeno também ganha força. A cantora Anitta anunciou uma série de shows no metaverso da empresa brasileira HypeLabs, com lançamento previsto para agosto. A integração com plataformas de streaming de jogos, como Twitch e YouTube Gaming, permite que os fãs interajam através de doações e comandos por chat. “O entretenimento nunca mais será o mesmo”, conclui Nunes.
