O Novo Fôlego do Gênero Biográfico
O mercado editorial brasileiro testemunha um renascimento do gênero biográfico. Em 2025, as vendas de biografias cresceram 23% em relação ao ano anterior, impulsionadas por adaptações para o cinema e séries documentais. Editoras investem em obras que mesclam rigor histórico com narrativa acessível, atraindo leitores jovens.
Entre os destaques, a biografia de Elis Regina, escrita pelo jornalista Hugo Sukman, tornou-se um best-seller após o lançamento do filme biográfico no streaming. Da mesma forma, a vida de Santos Dumont ganhou novas perspectivas com a obra de Fernando Morais, que utiliza cartas inéditas do inventor.
As redes sociais também têm papel crucial: perfis no Instagram e TikTok dedicados a micro-biografias de figuras como Machado de Assis e Chico Xavier viralizam, aproximando o público da literatura biográfica. A tendência é que editoras invistam em formatos híbridos, com capítulos curtos e material multimídia.
Especialistas apontam que a busca por autenticidade e referências em tempos de desinformação explica o fenômeno. “As pessoas querem histórias reais de superação e genialidade”, afirma a editora Livia de Almeida. Com isso, o gênero se consolida como uma ponte entre o passado e o presente, conquistando novas gerações.
