Como uma selfie de gato viralizou e virou caso de polícia
No último mês de maio, a internet foi tomada por uma imagem aparentemente inofensiva: um gato angorá usando óculos escuros e uma boina, batizado de Gato Viralizou. A foto, postada pela influenciadora digital Maria Oliveira, alcançou 2 milhões de curtidas no Instagram em 48 horas. Mas a alegria durou pouco. O fotógrafo profissional Carlos Silva entrou com uma queixa-crime, alegando que a imagem era uma montagem de uma fotografia sua, tirada em 2019, durante uma exposição felina em Paris.
A polícia cibernética de São Paulo abriu inquérito para apurar plágio e violação de direitos autorais. Maria Oliveira nega, afirmando que a foto foi tirada por ela mesma durante uma viagem a Londres. Enquanto isso, a hashtag #GatoViralizou se espalhou pelo mundo, gerando memes e debates sobre propriedade intelectual na era digital. Especialistas apontam que casos como este são cada vez mais comuns, com a linha entre inspiração e cópia se tornando tênue nas redes sociais.
O caso deve ir a julgamento ainda este ano, enquanto fãs do gato e defensores dos direitos autorais se dividem. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) já se manifestou, recomendando que criadores registrem suas obras. Até lá, o Gato Viralizou continua sendo um símbolo dos desafios da internet moderna.
