Os festivais de verão sempre foram sinônimo de música, sol e diversão. Mas, nos últimos anos, uma transformação silenciosa vem redefinindo o cenário do entretenimento ao vivo, impulsionada principalmente pela Geração Z. Não se trata apenas de novas bandas ou estilos musicais, mas de uma mudança profunda na experiência como um todo, desde a curadoria dos line-ups até o uso de tecnologia imersiva.
Tecnologia a favor da experiência
A realidade aumentada e a inteligência artificial estão se tornando ferramentas comuns em grandes eventos. No festival Tomorrowland, na Bélgica, por exemplo, aplicativos de RA permitem que os participantes interajam com elementos virtuais sobrepostos ao palco, criando uma camada extra de magia. Já o festival SXSW, em Austin, incorporou painéis interativos com curadoria de IA, que sugerem shows personalizados com base nos gostos de cada usuário.
Essa integração tecnológica não é apenas um diferencial, mas uma necessidade para atrair um público que vive conectado. Uma pesquisa recente mostrou que 78% dos jovens entre 18 e 24 anos consideram a interatividade digital um fator decisivo na escolha de um festival.
Diversidade como pilar
A Geração Z também exige representatividade. Festivais como o Afropunk e o Primavera Sound têm ampliado seus elencos com artistas de diferentes origens, gêneros e estilos, refletindo uma demanda por pluralidade. O Rock in Rio, que completa 40 anos em 2026, anunciou que 50% de suas atrações serão de artistas negros, mulheres ou LGBTQIAPN+, um marco histórico para o evento.
Não é só no palco: a diversidade também se manifesta na gastronomia, com opções veganas e étnicas, e em espaços inclusivos com acessibilidade. A sensação de pertencimento tornou-se um dos maiores atrativos.
Sustentabilidade em pauta
Outro pilar que ganha força é a sustentabilidade. O festival Glastonbury, no Reino Unido, proibiu plásticos de uso único em 2025, e outros eventos seguem o exemplo, incentivando o uso de copos reutilizáveis e a compensação de carbono. Para a Geração Z, a consciência ambiental é um valor inegociável, e os festivais que não se adaptarem correm o risco de perder relevância.
Dessa forma, o entretenimento ao vivo se reinventa, criando experiências mais inclusivas, tecnológicas e sustentáveis — um reflexo dos valores de uma nova geração que não apenas consome, mas participa ativamente da construção desses eventos.
