Uma descoberta histórica
Um lote de cartas e diários pessoais de Marie Curie, até então desconhecidos do público, foi encontrado em um sótão em Paris. Os documentos, datados entre 1895 e 1934, revelam detalhes íntimos de sua vida, incluindo suas lutas contra o preconceito de gênero na academia e seu tórrido caso de amor com o físico Paul Langevin.
Além do laboratório
As cartas mostram uma Curie apaixonada, que escrevia versos de amor e se preocupava com a educação das filhas. Em uma delas, ela confessa a Pierre Curie sua insegurança ao falar em público. Outra carta revela seu desespero quando Pierre morreu atropelado em 1906.
O escândalo que abalou a França
Em 1911, a imprensa francesa publicou cartas adulteradas de Marie para Langevin, sugerindo um caso extraconjugal. Os novos documentos mostram como ela enfrentou o linchamento moral, sendo vaiada em conferências. Apesar disso, manteve sua dignidade e continuou suas pesquisas sobre rádio e polônio.
Legado e mistério
Os diários também detalham sua rotina no Instituto do Rádio (atual Instituto Curie) e sua participação na Primeira Guerra Mundial, onde treinou enfermeiras para usar raios-X. O material será digitalizado e ficará disponível no site da Academia de Ciências da França a partir de 2026.
